
O tempo que estamos juntos, e que sua boca é a minha boca me surpreende a ponto de me afastar de ti e dali.
Se o teu chamado clama em mim, como posso eu, querer-te sem noção?
Faça de mim teu ponto cego de desejos e seja sempre assim.
Como uma pena que vai e volta, e que permanece sempre, dentro, enfim.
Pergunta-me se te quero, sim, sim...
Pois no seu olhar envolve-me.
Querido, se quiseres, viajaremos em todo o ser de tormentos, felicidade e dor
Porque no infinito de palavras mostrarei o que é ser amor.
E, se assim, um vento forte levar-te de mim
Saberás, como eu, acreditar em algo que nunca teve
E nunca terá
E que, ao mundo, temerás explicar.
Só a mim...
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